27 de agosto de 2016

10 razões pelas quais a “Ideologia de Gênero” é a pior inimiga da família


John Ritchie

Aquilo que a revolução trans-gênero deseja é auto-destrutiva, tirânica, anticientífica, imoral, abusiva e nociva à saúde.


1 — A ideologia trans-gênero é tirânica

No dia 13 de maio de 2016, nos Estados Unidos o governo Obama emitiu um decreto ditatorial ordenando que todas as escolas públicas permitam aos membros pertencentes biologicamente a um dos sexos de usar os chuveiros, vestiários e banheiros do sexo oposto. Com uma simples canetada, o governo federal impôs banheiros transexuais em todas as escolas públicas do país. Os estados que se opuseram à medida têm sido ameaçados com penas severas, tais como a perda de fundos federais. 

As legítimas preocupações dos pais com relação a seus filhos foram postas de lado. O direito à privacidade e a importância de proteger a inocência das nossos filhos foram também pisoteados. Como o islamismo, o movimento trans-gênero só se dá por satisfeito quando obtém submissão completa. Sob esta nova tirania, escolas, universidades, empresas e até mesmo igrejas não são mais livres de seguir seus princípios morais. A moral cristã não é tolerada.

2 — Ela promove o abuso de crianças 

O transgenerismo é especialmente prejudicial para as crianças. De acordo com o American College of Pediatricians (Faculdade Americana de Pediatria), a promoção pública de transgenderismo constitui uma forma de abuso infantil: 

“O fato de condicionar uma criança a ter que viver a vida toda fazendo uso de químicos e cirurgias para fazer o papel do sexo oposto é abuso infantil. O endosso do sistema de educação pública e de políticas governamentais da discordância de gêneros como sendo confundirá crianças e pais, levando mais crianças a apresentar-se em ‘clínicas de gênero’ onde receberão medicamentos bloqueadores da puberdade. Por sua vez, isto praticamente garante que eles 'escolherão' tomar a vida inteira hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, e provavelmente acharão desnecessária a mutilação cirúrgica de seus órgãos saudáveis de jovens adultos”. 

Esta forma de abuso de crianças deve ser vigorosamente combatida. 

3 — Ela contradiz a biologia e a ciência 

A Ideologia de Gênero contradiz a biologia básica. O mesmo movimento progressista que costumava adorar a ciência laica, excluindo Deus e a metafísica, virou-se agora contra o seu próprio dogma de que a ciência é tudo. Agora, toda prova científica que contradiz a narrativa da Ideologia de Gênero é descartada. 

No entanto, o Colégio Americano de Pediatria é taxativo: “A sexualidade humana é uma característica biológica binária objetiva: os marcadores genéticos ‘XY’ e ‘xx’ são marcadores de saúde, e não de desordem. O ser humano, como norma, foi projetado para ser ou masculino, ou feminino. A sexualidade humana foi criada com a finalidade óbvia de que nossa espécie se reproduza e floresça. Este princípio é óbvio. Os indivíduos afetados por DSDs [distúrbios do desenvolvimento sexual] não constituem um terceiro sexo”.

4 — O sexo biológico não pode ser alterado 

As pessoas que aderem à Ideologia de Gênero fingem que os homens podem se transformar em mulheres ou que as mulheres podem se transformar em homens. Mas esta alegação é falsa. 

“É fisiologicamente impossível mudar o sexo de uma pessoa, pois o sexo de cada indivíduo está codificado nos genes XX, se for do sexo feminino, e XY se for do sexo masculino. A cirurgia só cria a aparência do outro sexo”, explicam o Dr. Richard P. Fitzgibbons, Philip M. Sutton, Ph.D., e Dale O’Leary em um estudo bem documentado. Eles afirmam que a identidade sexual “está escrita em cada célula do corpo e pode ser determinada através de testes de DNA. Ela não pode ser alterada.” 

5 — Ela deforma a masculinidade e a feminilidade 

A Ideologia de Gênero afirma que a realidade biológica não determina o sexo da pessoa, mas a maneira como ela se sente. Portanto, as diferenças entre homem e mulher, bem como as roupas que vestimos nada tem a ver com nossa identidade e estão em constante mutação. Masculinidade e feminilidade são meras etiquetas utilizadas para descrever o que vemos, mas não se baseiam em nada substancial.

A ideóloga feminista lésbica e escritora Simone de Beauvoir afirmou que “não se nasce mulher, torna-se mulher”. O ponto central do feminismo não é tanto eliminar a chamada classe “opressora” masculina, mas abolir todas as diferenças entre os sexos. 

Aqui se vê como os movimentos homossexuais, transgêneros e feministas são aliados. Eles compartilham o mesmo objetivo final: a destruição de macho e fêmea, da masculinidade e feminilidade. 

6 — Ela destrói a razão 

Uma parte fundamental da lógica e da razão é a ideia de que as coisas têm um propósito. O objetivo dos nossos olhos, por exemplo, é nos fornecer visão. As asas de uma águia existem para permitir-lhe voar. Nossos pulmões existem para que possamos respirar e absorver oxigênio, e nossos ouvidos existem para ouvir. Da mesma forma, o objetivo principal da sexualidade humana é a procriação. 

No entanto, como a homossexualidade e o feminismo, a Ideologia de Gênero nega este princípio e portanto ataca a própria razão humana, o que é uma forma deliberada de loucura. 

7 — A ideologia de gênero é auto-destrutiva 

O movimento homossexual destrói vidas. Arrependimento, desespero e suicídio são comuns entre os que adotam a letra “T” do estilo de vida LGBT. 

Walt Heyer, um homem que se arrepende de ter vivido como uma mulher por muitos anos, disse: “Eu sabia que não era uma mulher de verdade embora meus documentos de identidade afirmassem que eu tinha tomado medidas extremas para resolver o meu conflito de gênero; porém, a mudança de sexo não funcionou. Era obviamente uma farsa”

“Os transgêneros não apenas liquidam a identidade com que nasceram”, explica Heyer, mas “destroem tudo e todos em seu caminho: família, esposa, filhos, irmãos ou irmãs, e a carreira. Isso certamente indica um comportamento de pessoa que teima em se auto-destruir e auto-mutilar completamente”.

O stress produzido por um estilo de vida que viola a natureza torna-se aparente. De acordo com a American Foundation for Suicide Prevention (Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio), 41% das pessoas que se identificam como transgêneros nos EUA tentaram cometer suicídio, vinte e cinco vezes mais que a média nacional. 

8 — A trans-espécie, produto final da Ideologia de Gênero 

Se um homem pode fingir ser mulher, por que não pode também afirmar não ser humano? Lamentavelmente, aqui está a conclusão relativista: ele é chamado ‘trans-espécie’, também conhecido como ‘furries’ ou ‘otherkins’ (outrotipo). Pessoas com transtorno identitário de espécie consideram-se não-humanas e se apresentam em desfiles homossexuais. Os argumentos empregados pelo movimento trans-espécie para questionar o sua condição humana são essencialmente os mesmos do movimento transgênero. 

Quando sentimentos substituem a realidade, a lógica fenece. O intelecto, parte mais nobre do homem, é degradado. O aspecto animal domina. E nossa cultura ateia pressiona para que aceitemos estas fantasias depravadas.

Uma vez que tais distúrbios passam a ser considerados normais, o que impediria que as paixões desenfreadas produzissem formas ainda mais escabrosas de depravação? Que proteção terá a razão humana para evitar maior destruição?

9 — Ideologia de gênero e perseguição religiosa

Favorecida pelo laicismo, a Ideologia de Gênero pode desencadear o pior tipo de perseguição religiosa uma vez que impõe a perversão das mentes, começando com crianças pequenas. Os que a ela se opõem são visados por esta nova religião da igualdade que obriga crianças a participarem em ‘treino de sensibilidade’ e doutrinação em Ideologia de Gênero. Na verdade, saibam ou não, aqueles que aplaudem o movimento homossexual nada mais são que súditos de fato de uma nova religião. 

Sua doutrina: a ideologia transgênero. Seu falso deus: igualdade radical e esquerdismo desenfreado. Seu clero: os líderes do movimento homossexual. Seus acólitos: a mídia esquerdista, políticos imorais e, infelizmente, membros dissidentes do clero católico. Sua “inquisição”: as leis anti-discriminação, que ameaçam a ordem e a paz. Sua “excomunhão”: Qualquer um que diga a verdade é rotulado de “homofóbico” ou “transfóbico”. 

10 — Ela ofende a Deus 

O desejo de mudar de sexo biológico não só nega a realidade, mas também ofende a Deus. Ninguém nasce homem ou mulher por acaso, mas de acordo com um plano da Divina Providência: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações” (Jer. 1,5). Deus os criou homem e mulher (Gn 1,27) Portanto, contradizer intencionalmente a natureza biológica da humanidade é um ato de revolta contra o Criador.

A caridade nos chama a ajudar os aflitos ou confusos sobre seu próprio sexo, mas não aumentando sua confusão e lhes oferecendo uma falsa solução. A caridade “não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade” (1 Cor 13,6). Portanto, a misericórdia nunca pode opor-se à verdade, pois só a verdade liberta (Jo 8,32). 

O que podemos fazer para salvar a família? 

Devemos seguir o exemplo angélico de São Miguel Arcanjo.

“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever” (Ef 6,11-13).

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21 de agosto de 2016

COLÔMBIA: Governo e as FARC promovem “Ideologia de Gênero”

Em Bucaramanga, cidade no interior da Colômbia, uma pequena faixa, aparentemente insignificante no meio da multidão, denunciou outra grande verdade que está sendo escondida pelos principais meios de comunicação, e silenciada por certos líderes civis e religiosos pró-família: “As FARC também negociam a destruição da família”.(1) 


Gonzalo Guimaraens – Destaque Internacional (*) 

No último dia 10 de agosto, em toda a Colômbia, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra o governo do presidente José Manuel Santos, devido à tentativa da Ministra da Educação de impor nas escolas um manual promovendo a chamada “Ideologia de Gênero”, que representa uma revolução interna no seio das famílias. 

No dia seguinte, o presidente Santos se viu obrigado a desmentir que seu governo estivesse promovendo “Ideologia de Gênero”. Entretanto, o Procurador Geral da Colômbia, Alejandro Ordóñez, declarou de modo respeitoso, mas documentado e firme, que o Presidente não estava dizendo a verdade, pois na realidade o governo está, sim, promovendo tal nefasta ideologia.


Em Bucaramanga, cidade no interior da Colômbia, uma pequena faixa, aparentemente insignificante no meio da multidão, denunciou outra grande verdade que está sendo escondida pelos principais meios de comunicação, e silenciada por certos líderes civis e religiosos pró-família: “As FARC também negociam a destruição da família”

Com efeito, essa simbólica faixa denuncia que as FARC e o governo estão promovendo a “Ideologia de Gênero” no assim chamado “Acordo de paz” costurado em Havana, fato que o presidente Santos havia negado. Desde 2014 funciona na capital cubana uma “Subcomissão de Gênero”, encarregada da redação do item 82 do “Acordo de paz”. Esse ponto chave contempla que “homens, mulheres, homossexuais, heterossexuais e pessoas com identidades diversas participem e se beneficiem em igualdade de condições” (Cfr. “Governo e FARC anunciam a política de gênero que marcará o período pós-conflito”. Esta notícia foi publicada pela revista pró-governo “Semana”, de Bogotá, em 24 de julho, que voltou ao tema em sua edição de 17 de agosto de 2016). 

Para se medir a gravidade dessa referência no “Acordo de paz”, é o caso de relembrar que tal “acordo” será elevado à categoria de norma supraconstitucional, ou seja, será inamovível. 


Se ele for assinado em Havana, haverá um plebiscito na Colômbia para referendá-lo ou rejeitá-lo. Recentes pesquisas mostram que a maioria da população não confia nem no governo nem nas FARC, e menos ainda no chamado “Acordo de paz”. 

É importante que o público “pró-família” e “pró-vida” tenha sempre presente que existe uma sinistra unidade no atual processo revolucionário em curso na Colômbia, motivo pelo qual o pensamento revolucionário das FARC aplica-se não somente ao campo econômico e social, mas também ao da família e da moral. É o que lembrou a mencionada pequena-grande faixa de Bucaramanga, portada por um grupo de jovens colombianos com os dizeres: “As FARC também negociam a destruição da família”.

Uma pequena faixa contendo uma grande verdade que deve ser difundida na Colômbia e em movimentos “pró-família” e “pró-vida” das Américas e do mundo inteiro. 

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1. FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia). 
(*) Notas de “Destaque Internacional”. Documento de trabalho, em 20 de agosto de 2016. Este texto, traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser divulgado livremente.

19 de agosto de 2016

ESPORTE E RELIGIÃO


Nesses dias de Olimpíadas, tratemos de atletas americanos famosos que não se envergonham de sua fé 


Plinio Maria Solimeo

No Brasil, uma das maiores nações católicas da Terra, é crença quase geral de que no mundo do esporte não cabe religião. Por isso, aqui, praticamente nenhum esportista famoso faz alarde de sua fé. 

Nos Estados Unidos, o país da modernidade, onde — como veremos — muitos grandes nomes do esporte não se envergonham de falar em público e de modo categórico sobre sua fé. Vamos dar alguns exemplos, todos de católicos, nos quais surpreende constatar seus conhecimentos religiosos e o modo desassombrado com que praticam sua fé. 



1 — John Harbaugh [FOTO], 51 anos, ex-jogador e agora treinador de futebol americano, é o técnico da equipe Baltimore Ravens (Corvos de Baltimore), da Liga Nacional de Futebol Americano. Seu clube foi o vencedor da Super Bowl de 2013 — o maior prêmio da Liga de profissionais, concedido à melhor equipe do ano. John teve como adversário nessa decisão seu irmão Jim, também católico, dirigindo os “San Francisco 49ers”.

Membro dos Catholic Athlets for Christ (Desportistas Católicos por Cristo). John é casado e tem uma filha. Em uma entrevista ao semanário "National Catholic Register", nota-se ardente fé. Muito devoto do Santo Sacrifício da Missa, há pouco ele decidiu reimplantar uma Missa regular para jogadores e membros da equipe técnica dos Baltimore Ravens que desejem assistir. Na entrevista, ele fala sobre essa iniciativa: “A Missa me recorda que cada sacerdote hoje pode remontar sua linhagem até Jesus. Há uma sucessão ininterrupta de bispos que têm ordenado sacerdotes durante séculos, de modo que todos e cada um deles estão verdadeiramente unidos a Jesus de forma sacramental. É algo extraordinário e insubstituível que nos oferece a Igreja.” 

Sobre a passagem do Evangelho de São João (14,15) “se me amais, guardareis meus mandamentos”, Harbaugh comenta: “É uma grande explicação de como o amor e a obediência se dão a mão. Podemos dizer que amamos a Deus, mas isso só é verdade se cumprirmos os seus Mandamentos. Quando a vontade de Deus se converte no desejo de nosso coração, seus grandes planos para nossa vida se tornam realidade”

Raramente se ouve linguagem semelhante na boca de desportistas. 



2 — Matthew Robert “Matt” Birk [FOTO], com 1.92 de altura e 141 quilos, ocupou posto relevante no Baltimore Ravens até há pouco. É licenciado em economia pela Universidade de Harvard, católico praticante e pai de sete filhos. 

Também em entrevista ao "National Catholic Register", ele dá belo testemunho de sua fé. Esteve um pouco afastado da Religião em sua juventude, até entrar na Liga Nacional do Futebol Americano e conhecer logo após sua futura esposa. Sobre ela comenta: “católica devota, ela me ajudou a ver que eu estava me equivocando ao separar-me da Igreja. [...] Disso depende a vida”. 

Consequente com essa fé, é ferrenho antiabortista: “Todos podemos fazer algo [para evitar um aborto]. Talvez não possas salvar mil vidas, mas a única que possas salvar já vale muito”. Para isso é necessário “a oração, que todo mundo pode e deve fazer: a oração é a base de qualquer boa ação”. “Caso se dissesse a verdade sobre o aborto, ninguém recorreria a ele”. “Ouvimos falar de ‘escolha’ e ‘direitos reprodutivos’, mas os abortistas nunca te dizem que matarão teu filho arrancando-lhe os braços e as pernas”. 

Quando o Baltimore Ravens conquistou a cobiçada Super Bowl, recebeu a visita de Barack Obama. Mas Matthew não esteve presente. Por quê? Ele explica: “Eu tenho grande respeito pelo ofício de presidente, mas há cinco ou seis semanas nosso presidente fez um comentário num discurso, dizendo ‘Deus abençoe a Planned Parenthood’, que faz aproximadamente 330 mil abortos por ano. Eu sou católico e ativo no movimento pró-vida; senti que não podia consentir nisso. Não poderia endossar isso de modo algum” . 

Seu protesto foi não comparecer ao encontro. Isso é coerência! 

Como não podia deixar de ser em um católico desse calibre, Matt Birk também é contra o denominado “casamento homossexual”. Ele argumenta que “o maior erro é crer que o matrimônio é o que queres que seja, e não a união de um homem e de uma mulher por toda a vida, com a intenção de educar os filhos. Isso foi assim desde que se tem memória, e é o que continua sendo hoje, pensem o que quiserem”.

Ele também constata: “Tem havido, durante décadas, um intenso ataque ao matrimônio, divórcio incluído”, algo que é “devastador para a família, em particular para as crianças, que necessitam de um pai e de uma mãe”. O que faz falta é “não fugir das responsabilidades, mas comprometer-se com o matrimônio”. 

Uma atitude que, é claro, cria problemas, exige sofrimento. Por isso, ele conclui: “Jesus Cristo disse que é preciso negar-se a si mesmo, tomar a cruz, e segui-Lo. O caminho da cruz é a única via para ser um verdadeiro cristão, e realmente o único que vale a pena percorrer. Isso te ajuda a converter-te na melhor versão de ti mesmo”. 

Essa bem poderia ser a linguagem de um bom sacerdote em seu sermão. 



3 — Joseph “Joe” Wieland [FOTO], 24 anos, do Seattle Mariners, é uma estrela emergente do baseball americano. Ao dedicar-se ao esporte, começou a não levar a sério a Religião. Mas aos poucos acabou compreendendo que suas habilidades esportivas “deviam-se à bondade e à generosidade de Deus”. 

Em entrevista para o mesmo "National Catholic Register", ele afirma: “Em cada Missa acontece um milagre sobre o altar. Não o vemos com os olhos, mas o pão e o vinho se convertem no Corpo e no Sangue de Jesus.” 

Ele também se refere ao sacramento da Confissão: “Quando pecamos, e desse modo não podemos receber a Eucaristia, pois necessitamos estar em estado de graça. Por isso a confissão é tão útil. Muitas pessoas sentem-se angustiadas em procurá-la, e dela se afastam. Mas não deveríamos prestar atenção em como nos sentimos antes de ir nos confessar, mas como nos sentimos depois da confissão. Não há nada como que te digam que Jesus, pela boca do sacerdote, perdoou teus pecados. Ser sincero com o que fizeste de mal é humilhante, mas a graça que recebes em troca vale a pena. Inclusive, se não cometes pecados mortais, é um alívio livrar-te dos veniais que tenhas acumulado.”

Repetimos: isso é um atleta de fama que fala!



4 - Justin Andrew de Fratus [FOTO], 28 anos, joga no clube de basebol da Liga Americana Filadelphia Phillies. Ele deu seu testemunho com outros jogadores católicos praticantes em um DVD. Anteriormente esteve um pouco afastado da Religião, mas uma lesão, considerada por ele uma “bênção de Deus”, fê-lo ver que o que importa na vida não é ter fama, mas “Amar a Deus e cumprir a Sua vontade”. 

Para Justin Andrew é uma grande alegria pertencer à Igreja, “ser parte de uma comunidade de crentes. Algumas pessoas tendem a ver a Religião como algo ‘entre Deus e eu’, e ninguém mais. Mas é necessário recordar que, quando Deus Se fez homem, fundou uma Igreja à qual deveriam pertencer todos seus seguidores”. 

Vivendo num país onde predominam os protestantes — que negam o primado de Roma —, eis o que ele considera mais importante: “A Igreja Católica foi fundada diretamente por Jesus Cristo. Como católicos, podemos traçar nossa ascendência, através dos bispos, durante séculos, até os primeiros, os Apóstolos; e depois, evidentemente, ao próprio Jesus Cristo. [...] Sem uma autoridade central baseada no Papado, cada pessoa cria sua própria religião, e se multiplicam assim as denominações”. 



5 — Mark Charles Teixeira [FOTO], 36 anos, também joga basebol no famoso clube dos Yankees, de Nova York. Estrela de primeira grandeza, ele conquistou cinco Luvas de Ouro e três Tacos de Prata, além de alcançar um recorde inigualável. Seu avô era português, originário da Guiana Inglesa, e ele é um dos oito filhos da família. Casou-se em 2006 e tem quatro filhos. 

Os dados a seguir são de uma entrevista sua concedida a Trent Beattie, no "Catholic Lane". Católico praticante, Mark ficou profundamente abatido pela morte de um amigo íntimo: “Quando Deus nos castiga [com o sofrimento], é a ocasião perfeita para examinar nossa consciência e ver como estamos diante de Deus. Temos então essa dita de nos confessar e receber o perdão. Esse alívio sacramental produz uma grande paz”. 

As reflexões que esse atleta faz sobre a família, também merecem ser divulgadas: “Deus te abençoa permitindo-te cooperar na criação e educação de um ser humano com uma alma imortal. É uma grande alegria, mas também uma grande responsabilidade. Por isso aprecio tanto que a Igreja seja tão pró-vida e pró-família. Encanta-me ser pai, e estou agradecido pelo que aprendi de meus pais. [...] Os pais são chamados de forma especial a participar nos planos da Providência para seus filhos. Quando pensas no muito que te necessita uma criança pequena, isso te recorda o quanto tu necessitas de Deus, inclusive como adulto. As crianças são uma forma de fazer-te pensar na Providência”. 

Ainda referindo-se à morte do amigo, ele acrescenta: “Um dia, estava aí; no dia seguinte, já não estava. Na vida tens muitas oportunidades de começar e voltar atrás, mas chega um ponto em que todos nós temos de deixar esta vida, e então acabaram as oportunidades [de voltar atrás]. É então que pensas na realidade do muito que devemos a Deus”.

Como ele e aquele amigo costumavam frequentar em Baltimore um instituto consagrado a São José, ele conclui: “A Santíssima Virgem e Jesus provavelmente estiveram presentes na morte de São José. É isso também o que desejaria qualquer cristão, não é?” 

Que atleta brasileiro teria cogitações desse tipo a respeito da Religião? 

Há outros exemplos, mas só por essas amostras se vê que os americanos levam muito mais a sério suas convicções religiosas e geralmente são bem mais instruídos em matéria de fé que seus congêneres de outros países, incluindo o Brasil. Que nos sirvam de exemplo!

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16 de agosto de 2016

ALERTA AOS PAIS: Seus filhos transformados em zumbis atrás de Pokémon?

No Brasil, o vício de “caçar” Pokémon levou milhões de pessoas às ruas e praças atrás dos “monstrinhos” logo nos primeiros dias do lançamento desse jogo para celulares. Na foto, o Jardim Botânico de Jundiaí foi “invadido” por 5 mil visitantes num só dia, causando muitos prejuízos, como gramados e plantas destruídos

William Gossett 
(Traduzido do blog “Return to Order”, 
por José Aloisio Aranha Schelini) 

Já nas primeiras semanas de seu lançamento, Pokémon Go, o novo jogo para smartphones, se tornou a última moda em todo o mundo. Parece ser um jogo inocente, grande meio de comunicação social, e um jeitinho fantástico de tirar todo mundo do sofá. Porém, chega-se a uma conclusão diferente quando se analisa o efeito negativo deste jogo sobre as pessoas e a sociedade. 


Trata-se de um jogo para celular, com realidade aumentada baseada em localização. Ele usa a câmera do smartphone para projetar no jogo a imagem de um Pokémon, criatura virtual. O objetivo é capturar o maior número dessas criaturas quanto possível e combater os monstros Pokémon de outras pessoas. O campo de jogo é a própria localização dos jogadores e seus arredores. 

Que mal poderia fazer as pessoas viajarem pela cidade grudados a um celular, procurando criaturas fictícias? Problemas começaram a surgir já nos primeiros dias do lançamento.

Muitas pessoas têm relatado que torceram seus tornozelos, arrebentaram canelas, cortaram as mãos e sofreram outras lesões por estarem mais preocupados em achar os Pokémons do que olhar onde pisavam.(1) 

Mas o problema não fica só em tornozelos torcidos e pernas machucadas: criminosos passaram a usar o jogo para atrair e roubar novas vítimas. No condado de Saint Louis, no Missouri (Estados Unidos) por exemplo, três criminosos adolescentes enviaram alerta aos jogadores da área indicando a possível presença um monstro para caçar. Em vez de achar monstros, os jogadores encontraram assaltantes armados...(2)

Todos esses casos são motivo de preocupação. No entanto, o fenômeno está produzindo problemas ainda mais graves.

O Pokémon Go está causando distúrbios ao mobilizar multidões de jogadores que se lançam por aí buscando os assim chamados raros monstros virtuais. Casos já foram registrados em DeKalb, Illinois, e em Nova York.

Em Illinois, multidões se reuniram à uma hora da manhã procurando freneticamente o monstro “Snorlax”.(3) No Central Park, em Nova York, centenas de jogadores foram vistos em debandada pelas ruas grudados aos seus aparelhos procurando outro Pokémon raro. Isso causou engarrafamentos porque as pessoas deixavam seus carros no meio da rua e seguiam a multidão com seus celulares.[4] Tudo por um monstro virtual!

O fato de que tal jogo esteja ganhando tanta atenção no mundo todo é desconcertante. Acontecimentos de importância global não produzem nem de longe a emoção despertada por este joguinho. O que dizer dos vários tiroteios contra policiais em Dallas e em Baton Rouge? E sobre o recente ataque terrorista do “Estado Islâmico” em Nice (França), ainda os numerosos e constantes ataques em solo americano? Por que é que este jogo está absorvendo a atenção e as atividades de tantos jovens e velhos, mais do que estes eventos históricos e devastadores? Pokémon Go parece anestesiar as pessoas e impedi-las de pensar sobre a gravidade de tais acontecimentos. 

Poderia alguém imaginar centenas de pessoas correndo pelas ruas a todo momento para protestar contra os milhares de cristãos sendo mortos por sua fé? Ou ainda para defender e proteger inocentes nascituros contra o aborto?

Ao invés de um jogo inocente com pequenos monstros “engraçadinhos”, o Pokémon Go é um problema muito sério e profundo que afeta nossa sociedade atual. O jogo está levando a sociedade a uma espécie de tribalismo cibernético em que o jogo/smartphone é o xamã, e os jogadores são súditos voluntários e obcecados, prontos a obedecer qualquer palavra de ordem.

Referências: 
1.       Associated Pressartigo publicado pelo New York Post, “Playing Pokemon Go is becoming dangerous” athttp://nypost.com/2016/07/09/pokemon-go-is-afflicting-players-with-real-world-injuries/, acessado 18 de julho de 2016.
2.       Ryan W. Miller,USA Today, “Teens used Pokémon Go app to lure robbery victims, police say” athttp://www.usatoday.com/story/tech/2016/07/10/four-suspects-arrested-string-pokemon-go-related-armed-robberies/86922474/, acessado 18 de julho de 2016.
3.       Newsflare.com, “Pokemon Go – Snorlax hunt at 1 am”http://newsvideo.su/video/4707716, acessado 18 de julho de 2016.
4.       “Pokemon Go – Vaporeon stampede Central Park, NYC,” YouTube video, 0:41, posted by “Dennis450D,” July 15, 2016 athttps://www.youtube.com/watch?v=MLdWbwQJWI0.

12 de agosto de 2016

CONVITE — Conferência sobre “Teologia da Libertação”


O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira convida o público para uma conferência a respeito de um velho fantasma que parecia morto e sepultado: a “Teologia da Libertação”. Entretanto, tal “fantasma” está reaparecendo em ambientes do clero progressista de esquerda. 


O evento ocorrerá no próximo dia 18 (5ª. feira), no Club Homs (endereço abaixo), e terá por orador o Prof. Julio Loredo de Izcue, autor do livro TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO — Um salva-vidas de chumbo para os pobres, lançado na Itália e agora no Brasil. Loredo reside em Milão e é presidente da TFP italiana. 

Essa adulterada “Teologia” tenta sobreviver bafejada pela ala mais progressista da “esquerda católica” com o objetivo de promover luta de classes e de raças, conforme a ideologia marxista. 


Um dos exemplos disso: a participação de João Pedro Stédile, chefe do MST, no “Encontro Mundial dos Movimentos Populares” realizado no Vaticano. 

Devido à gravidade da crise na Santa Igreja, temos como católicos o dever de defendê-la, empenhando-nos em conhecer as suas causas. 

Para fazer sua inscrição na conferência click aqui:
http://teologialibertacao.vive.ipco.org.br/inscricao-direta

Para outras informações click no seguinte link: 
http://teologialibertacao.vive.ipco.org.br/Renasce-Teologia-da-Libertacao#


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CLUB HOMS  
Av. Paulista, 735 (próximo do metrô Brigadeiro – na capital de São Paulo). 
Dia 18 de agosto, às 19,00 hs.



8 de agosto de 2016

MARCHA EM DEFESA DO SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO


Santiago Laia 

Várias centenas de pessoas reuniram-se em WASHINGTON, no dia 8 de julho, em frente ao Capitólio dos Estados Unidos para participar da March for Marriage (Marcha pelo Casamento). 

Um ano após a infausta legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo em todo o país, o evento teve como objetivo a defesa do matrimônio monogâmico estabelecido entre um homem e uma mulher. 

Os manifestantes, entre os quais membros da American Society for the Defense of Tradition, Family and Property (a TFP norte-americana), jovens e famílias, marcharam em vários blocos para a Suprema Corte, onde se depararam com um punhado de pessoas favoráveis à agenda LGBT. 

As fotos que ilustram esta página são dessa recente March for Marriage/2016 — admirável exemplo para as famílias brasileiras.











27 de julho de 2016

FRANÇA — Sacrílego e bárbaro atentado do terrorismo islâmico: sacerdote católico é degolado


Paulo Roberto Campos

Na manhã de ontem, 26 de julho, dois muçulmanos degolaram o Padre Jacques Hamel, de 84 anos [foto ao lado].


Armados com facas, os sequazes de Maomé, enquanto o sacerdote celebrava a Missa, invadiram a Igreja em Saint-Etienne-du-Rouvray (no Norte da França), gritando “Allah Akbar” (Alá é Grande) e louvores ao “Estado Islâmico”. Eles tomaram como reféns alguns assistentes da missa matinal, entre os quais duas freiras, e com suma crueldade e covardia, obrigando o sacerdote ajoelhar-se diante deles, e ali mesmo o degolaram. Ademais, feriram gravemente um dos paroquianos. Uma religiosa, irmã Danielle, conseguiu fugir e chamou a polícia, que cercou a Igreja e abateu os dois terroristas. 

O “Estado Islâmico” já assumiu a autoria de mais este cruel atentado na França, confirmando que os terroristas eram “dois de nossos soldados”. 

O sacerdote degolado mantinha relações cordiais com os muçulmanos da cidade, a ponto de há 16 anos ter oferecido um terreno para a construção da mesquita local... É bem o caso de recordar o dito espanhol: “Cria cuervos que te sacarán los ojos” (“Criem corvos, e eles te arrancarão os olhos”...). 

Enquanto alguns chefes de Estado europeus abrem indiscriminadamente suas fronteiras para a entrada de “imigrantes” maometanos, estes vão se estabelecendo e sendo aliciados e preparados por seus chefes religiosos para perpetrarem atentados terroristas visando colocar a Europa de joelhos e dominá-la. Sempre alentando o projeto de aniquilação da Cristandade europeia, por meio de uma espécie de gigantesca contra-cruzada pela destruição da Cruz Cristo e a implantação do Crescente de Maomé! 
Ao fundo, a Igreja em Saint-Etienne-du-Rouvray, onde o idoso sacerdote francês foi degolado pelos muçulmanos

Segundo a Agência de Notícias “Zenit”, o Pe. Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, difundiu uma nota à imprensa na qual lamenta o fato. Sem denunciar o islamismo, escreve: “Sigamos a situação e esperemos mais informações para compreender melhor o que aconteceu”

A fim de se “compreender melhor o que aconteceu”, seria bem o momento de relembrar ao porta-voz da Santa Sé a ameaça a Roma proferida em 1962 por Gamal Abdel Nasser (presidente do Egito entre 1954 a 1970): “O Crescente arrastou a Cruz na lama... Só uma cavalgada muçulmana é que nos poderá restituir a glória de outrora. Essa glória não será reconquistada senão quando os cavaleiros de Alá tiverem pisoteado São Pedro de Roma e Notre Dame de Paris”. (“Nouvelles de Chrétienté”, Nº. 362, de 13-9-62). 

Conviria também relembrar que, quando no século XVI a Europa esteve prestes a ser invadida por mar pelos maometanos, o Papa São Pio V conclamou os príncipes europeus a se unirem numa frente comum contra o invasor. Reuniu uma pequena esquadra, que entregou ao comando de Dom João d’Áustria, pedindo-lhe que partisse logo ao encontro do inimigo. No dia 7 de outubro de 1571 deu-se a célebre Batalha de Lepanto, travada no golfo do mesmo nome. Dom João d’Áustria mandou hastear o estandarte oferecido pelo Papa e bradou: “Aqui venceremos ou morremos”, e deu a ordem de batalha contra os seguidores de Maomé. 
Quadro "A Batalha de Lepanto", travada no dia 7 de outubro de 1571. A vitória da esquadra católica impediu a invasão maometana na Europa

Os primeiros embates marítimos foram favoráveis aos muçulmanos, que, formados em meia-lua, desfecharam violenta carga. Os católicos, com o terço ao pescoço, prontos a dar a vida por Deus e tirar a dos infiéis, respondiam aos ataques com o maior vigor possível. Por fim, através de um surpreendente auxílio da Santíssima Virgem aos cristãos, a esquadra muçulmana bateu-se em retirada. Os infiéis perderam 224 navios (130 capturados e mais de 90 afundados ou incendiados), quase 9.000 maometanos foram capturados e 25.000 morreram, enquanto as perdas católicas foram bem menores: 8.000 homens e apenas 17 galeras perdidas. 

Com essa memorável vitória católica em Lepanto, a Europa viu-se livre da dominação islâmica naqueles idos. (Cfr. William Thomas Walsh, Felipe II, Espasa-Calpe, Madrid, 1951, p. 575).


E em nossos dias? Os europeus assistirão de braços cruzados a nova tentativa de domínio do glorioso Velho Mundo? Permitirão que o perigo maometano se agigante em tais proporções que depois não adiantará fazer mais nada? 

No ano passado, após um dos atentados do terrorismo islâmico em Paris, Aboubakar Shekau, líder do grupo muçulmano Boko Haram, declarou “Estamos muito felizes com o que aconteceu no centro da França. Oh, franceses, vocês que seguem a religião da democracia, entre vocês e nós a inimizade é eterna”.

Um ano antes dessa patética declaração, Dom Amel Nona, Arcebispo de Mosul  — terceira maior cidade do Iraque , após de relatar as atrocidades praticadas pelos maometanos em sua região, como abuso de meninas, incêndios de igrejas e casas, escravidão de mulheres que viram seus maridos serem degolados etc., afirmou: “Nossos sofrimentos de hoje são um prelúdio daqueles que também vós, europeus e cristãos ocidentais, padecereis no futuro próximo, se não reagirdes a tempo”. 

Quantas cabeças ainda precisarão rolar na Europa para que as autoridades tomem providências sérias e não fiquem mais nesse blábláblá “politicamente correto”, como a repetição do "mantra" de que o “islamismo é uma religião de paz”? Ou ainda disparates como este do primeiro ministro francês Manuel Valls, que em 15 de julho último — no dia seguinte ao terrível atentado terrorista islâmico em Nice, que atropelou centenas de pessoas e matou quase 100 — declarou: “Entramos em uma nova era. E a França terá que conviver com o terrorismo.” 

Ou seja, “conviver com o terrorismo”, significa que deveremos continuar nos levantando da cama todos os dias nos perguntando: “Onde foi hoje o atentado do terrorismo islâmico?”. “Quantos morreram?” — Isto até que acordemos banhados em sangue ou voando pelos ares num dos atentados?!

25 de julho de 2016

Vida conjugal, planejamento familiar e o funesto envelhecimento da população

Enquanto a população europeia envelhece, carrinhos de bebê aguardam por crianças...

No mesmo sentido da pergunta abaixo, recebi uma sugestão de tratar neste blog dessa questão, ressaltado o grave problema do "planejamento familiar", pois é um tema muito comum em debates entre casais até mesmo entre casais católicos. Julgo que a resposta dada pelo Monsenhor José Luiz Villac e publicada na revista Catolicismo, (edição Nº 786, junho/2016), responde a questão de um modo brilhante. Confira.

PerguntaApreciei muitíssimo a reportagem de Catolicismo sobre a “Resistência à Islamização da Europa”. Gostaria de apresentar-lhe uma questão: os casais europeus têm pouquíssimos filhos. Os do Islã, ao contrário, os têm inúmeros. Em pouco tempo eles serão maioria na Europa. Que desastre! Isso não acarreta para os casais católicos obrigações morais suplementares? 

Resposta — A questão da missivista não podia ser mais atual e oportuna, não somente para a Europa, mas para todos os países de maioria cristã, especialmente os do mundo desenvolvido, onde as taxas de fertilidade por mulher em idade de ter filhos ficaram abaixo do mínimo necessário para que o número de habitantes não diminua, com o consequente envelhecimento da população. 

Na década de 1960, com base em relatórios infundados e alarmistas, propagou-se a falácia malthusiana da “explosão demográfica”, ou seja, que a população estava crescendo mais do que a produção de alimentos, tornando-se indispensável reduzir drasticamente o crescimento populacional.

A pressão midiática e política em favor da redução das taxas de natalidade influenciou hierarcas da própria Igreja Católica, a ponto de no Concílio Vaticano II um dos presidentes da assembleia conciliar, o cardeal Léon-Joseph Suenens, dizer que cabia à Igreja “responder ao problema imenso posto pela explosão demográfica atual e pela superpopulação em muitas regiões da Terra”. Ele sugeriu então que a comissão vaticana que estava estudando a liceidade do uso da pílula contraceptiva se colocasse “na linha do progresso científico”, concluindo em tom dramático: “Sigamos o progresso da ciência. Conjuro-vos, Irmãos. Evitemos um novo ‘processo Galileu’. Basta um para a Igreja”. Não é de assombrar que o cardeal Suenens, conhecido como progressista extremado, tenha sido depois um dos principais opositores da encíclica Humanae vitae, na qual o Papa Paulo VI reiterou o ensino multissecular da Igreja condenando os métodos artificiais de contracepção. 

Pecaminosa cumplicidade e envelhecimento da população
Nem a “revolução verde” e o conseguinte aumento exponencial de alimentos, nem a publicação da encíclica Humanae vitae conseguiram, porém, frear a propaganda a favor da redução drástica da natalidade, a qual passou a ser justificada em nome da preservação do meio ambiente e do desejo de maior autonomia e felicidade dos casais. Com a cumplicidade de confessores e de episcopados inteiros, milhões de mulheres católicas passaram ou continuaram a usar a pílula contraceptiva como meio de evitar a gravidez. 

Paradoxalmente, os próprios defensores da Humanae vitae contribuíram de modo involuntário para a difusão da mentalidade contraceptiva, ao insistirem no fato de que aquilo que a encíclica proibia não era o controle dos nascimentos, mas apenas utilizar um método artificial imoral, quando na realidade os casais podiam obter o mesmo resultado pelo emprego dos métodos naturais de planejamento familiar. Em muitas dioceses dirigidas por bispos conservadores favoráveis à Humanae vitae, chegou a ocorrer de os cursos de preparação para o casamento se transformarem em aulas de planejamento natural da família, contribuindo para dar solidez à ideia de que a “paternidade responsável” consiste em ter poucos filhos.

Tudo somado, nos países europeus de tradição católica houve uma queda dramática da natalidade, sendo Portugal o infeliz campeão dessa corrida rumo ao despovoamento, com uma diminuição, entre 1960 e 2014, de 3,20 para 1,33 filhos por mulher em idade fértil, sendo que o mínimo para manter a população existente é de 2,1. 

Diz-se que a natureza nunca perdoa. Os efeitos catastróficos da queda da natalidade agora começam a aparecer com o envelhecimento da população, a falência dos sistemas de previdência social, a pressão migratória de populações para os países mais desenvolvidos onde não há mais braços jovens etc. O que, por sua vez, recoloca o problema moral do verdadeiro conceito de “paternidade responsável”, que não consiste em evitar os filhos, mas em tê-los numerosos.

“Do Criador vem a própria instituição do matrimônio”
Cumpre inicialmente relembrar que o casamento não se reduz a um contrato privado entre um homem e uma mulher que se amam e querem viver juntos. Ele é uma instituição fundada na Lei natural, um ato público verdadeiro e real que dá origem a uma sociedade, a qual é, por sua vez, a célula-mater da sociedade: a família. “O matrimônio, na verdade, não é um acontecimento que diz respeito só a quem se casa. Por sua própria natureza é também um fato social, que compromete os esposos ante a sociedade” (João Paulo II, Familiaris Consortio, nº 68). 


Mais ainda, como lembra Pio XI na encíclica Casti connubi [foto ao lado], “a união santa do verdadeiro casamento é constituída, ao mesmo tempo, pela vontade divina e humana: de Deus vem a própria instituição do matrimônio, os seus fins, as suas leis e os seus bens”, o primeiro dos quais é, precisamente, a progenitura: “Entre os benefícios do matrimônio ocupa, portanto, o primeiro lugar, a prole”, ensina Pio XI na mesma encíclica. E acrescenta: “Na verdade, o próprio Criador do gênero humano que, na sua bondade, quis servir-se dos homens como ministros seus para a propagação da vida, assim o ensinou quando, no paraíso terrestre, instituindo o matrimônio, disse aos nossos primeiros pais e, neles, a todos os futuros esposos: ‘crescei e multiplicai-vos e enchei a Terra’”

Tanto mais quanto o casamento tem como fim primário não somente gerar novos cidadãos para a sociedade, mas também novos eleitos para o Céu: “Precisamente neste papel de colaboradores de Deus, que transmite a sua imagem à nova criatura, está a grandeza dos cônjuges, dispostos a colaborar com o amor do Criador e Salvador, que por meio deles aumenta cada dia mais e enriquece a sua família’” (João Paulo II, Evangelium Vitae, n° 43). Por isso é que Jesus Cristo o elevou à dignidade de sacramento, dotando-o de conteúdo e de meios espirituais sobrenaturais, inserindo-o desse modo no plano da salvação. Donde resultou maior responsabilidade aos cônjuges, “pois, em primeiro lugar, atribuiu-se à sociedade conjugal uma finalidade mais nobre e mais excelsa que antes, porque determinou-se que sua missão não consistia apenas na propagação do gênero humano, mas também na geração da prole da Igreja, ‘concidadãos dos santos e membros da família de Deus’ (Ef 2, 19), isto é, a procriação e a educação do povo para o culto e a religião do verdadeiro Deus e de Cristo nosso Salvador” (Leão XIII, Arcanum Divinae Sapientiae, n° 8).

O real sentido da vida conjugal
De onde resulta que a verdadeira e principal responsabilidade de um casal consiste em ter filhos, e não em evitá-los: “Esta paternidade-maternidade é chamada ‘responsável’ nos documentos recentes da Igreja, a fim de destacar a consciência e a generosidade dos esposos sobre a sua missão de transmitir a vida, que possui em si um valor de eternidade, e para revocar o seu papel de educadores”, declara o Vademecum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, preparado pelo Conselho Pontifício para a Família e assinado pelo seu então presidente, cardeal Alfonso López Trujillo. 


Em vista do que foi dito, explica-se que Pio XII [foto ao lado], num discurso dirigido às famílias numerosas, tenha chegado a dizer que “convém colocar entre as aberrações mais daninhas da sociedade moderna paganizante a opinião de alguns que ousam qualificar a fecundidade dos casais como ‘doença social’, da qual as sociedades afetadas deveriam tratar de curar-se por qualquer meio” (Discurso de 20-1-1958). 

Pelo contrário, as famílias numerosas constituem uma grande riqueza para as nações e, em particular, para a Igreja, porquanto é sabido que elas são também um viveiro de vocações sacerdotais e religiosas. 

Em vista disso, mesmo que seja lícito a um casal limitar o uso do matrimônio aos períodos de esterilidade natural da mulher, é preciso que os motivos sejam graves e proporcionados. Pois, como ensinou Pio XII, “o contrato matrimonial, que concede aos esposos o direito de satisfazerem a inclinação da natureza, estabelece-os num estado de vida, o estado conjugal. Ora, aos esposos que fazem uso deste, praticando o ato específico do seu estado, a natureza e o Criador impõem a função de prover à conservação do gênero humano. Tal é a prestação característica que faz o valor próprio do estado deles, o bonum prolis. Na ordem estabelecida por Deus, o indivíduo e a sociedade, o povo e o Estado, a própria Igreja, dependem, para a sua existência, do matrimônio fecundo. Por consequência, abraçar o estado de matrimônio, usar constantemente da faculdade que lhe é própria e que só é lícita em seus limites, e, por outra parte, subtrair-se sempre e deliberadamente, sem grave motivo, ao seu dever principal, seria um pecado contra o próprio sentido da vida conjugal” (Discurso sobre o apostolado das parteiras, de 29-10-1951). 
Famílias inteiras de sírios buscam refúgio na Europa. Seus carrinhos de bebê já chegam ocupados...

O Islã conquistará a Europa pela “guerra dos berços”? 
Pio XII dava-se bem conta de que, na vida matrimonial, mesmo quando não está em jogo o pecado grave, a consciência bem formada impõe amiúde a alternativa “heroísmo ou pecado”. Por isso, ele já dizia numa alocução a jovens casais de 6 de dezembro de 1939: “Os deveres da castidade conjugal vos são conhecidos. Eles exigem verdadeira coragem, por vezes até heroica, e uma filial confiança na Providência: mas a graça do sacramento vos foi dada precisamente para assumir esses deveres”

Compreende-se que o pelo menos inoportuno comentário feito pelo Papa Francisco no voo de retorno das Filipinas tenha causado espécie nos heroicos pais de famílias numerosas: “Alguns acreditam que — desculpem a palavra — para ser bons católicos devemos ser como coelhos. Não. Paternidade responsável” — afirmou. Poucos dias depois, numa homilia na residência Santa Marta, ele se viu obrigado a retificar tal assertiva, criticando “estes matrimônios que não querem os filhos, que desejam permanecer sem fecundidade. Esta cultura do bem-estar de dez anos atrás convenceu-nos: ‘É melhor não ter filhos! É melhor! Assim tu podes ir conhecer o mundo, de férias, podes ter uma casa no campo, tu estás tranquilo’”. Ele acrescentou, num discurso pronunciado pouco depois para a Associação Nacional das Famílias Numerosas: “Cada família é célula da sociedade, mas a família numerosa é uma célula mais rica, mais vital, e o Estado tem todo o interesse em investir nela!” E ressaltou um dos aspectos desse benefício: “os filhos e as filhas de uma família numerosa são mais capazes de comunhão fraterna desde a primeira infância. Num mundo muitas vezes marcado pelo egoísmo, a família numerosa é uma escola de solidariedade e de partilha; e destas atitudes se beneficia toda a sociedade”

Mas o maior grau desse benefício é gerar um povo “para o culto e a religião do verdadeiro Deus e de Cristo nosso Salvador”.

Cumpre relembrá-lo, antes que na Europa o Islã vença a “guerra dos berços”...